Formulário de Busca
  1. Atualizado em -

    Cada macaco deveria ir para o seu galho

    Na Macroeconomia o negócio é comandado pelo governo; na Microeconomia é dirigido pelo empresário; na Família por quem manda em casa. Espera–se sempre que quem detenha esse poder saiba cumprir os objetivos devidos para que as coisas funcionem, caso contrário “a vaca vai pro brejo”. Ou seja, se houver incompetência o negócio irá mal e alguém vai pagar a conta.

    Quando isso acontece na Empresa quem paga é o dono do negócio que tem que tirar sua vaca do brejo à custa de muito sacrifício, a menos que seja um daqueles poderosos, muitas vezes um político, com bom trânsito entre as tetas dos governos.

    Quando a coisa fica feia dentro de casa, quase sempre nem tem mais vaca para cair no brejo porque já foi vendida para pagar as contas e as dívidas contraídas com os tais juros escorchantes dos cheques especiais e dos rotativos dos cartões de crédito.

    Ah, mas quando se trata da Coisa Pública, gerida por incompetência de “administradores” guindados aos cargos por favores políticos, quem paga o pato, ou a vaca, é o povo pagador de impostos crescentes impostos aos seus bolsos exauridos pela avassaladora tunga nos nossos bolsos para encher a burra de todos os níveis de governo.

    E toma-lhe aumento de impostos disfarçados de reformas tributárias e afins! Depois das últimas mudanças no Cofins o que se viu foi aumento de arrecadação, donde é bom o pequeno empresário prestar atenção no tal do Super Simples que vem por aí...

    No governo, se na hora de nomear os dirigentes dos cargos valessem argumentos técnicos com adequada avaliação de currículos e de experiências anteriores, como acontece nos cuidadosos processos de seleção em grandes empresas, os resultados poderiam ser bem menos onerosos para as contas do país, poderíamos crescer muito mais saindo e até sair da zona de rebaixamento no campeonato de emergentes.

    Na área privada, com essa moda de “down sizing” das empresas, ou, em bom português, de mandar embora para economizar em mão de obra de qualquer nível, ou com o tal do PDV (Plano de Demissão Voluntária), ou de aposentadoria precoce, os profissionais, em sua grande maioria, entram no mercado de trabalho ansiosos por abrir um negócio próprio e muitos se dão mal.

    Nessa ocasião, todo o cuidado é pouco, pois só é prudente entrar num negócio em que se seja um especialista e no qual se tenha bastante experiência, normalmente na área em que se trabalhou até pedir as contas. Isso porque, conforme estatísticas brasileiras, depois de um ano, mais de 35% das novas micro e pequenas empresas abertas fecham as portas, e avaliadas após 5 anos, mais de 80% dessas enfrentam esse destino.

    Na área pública, com essa politicagem reinante na distribuição de cargos entre parceiros sedentes e incompetentes, emergentes de acordos fisiológicos, os resultados não seriam diferentes dessas estatísticas se não fossem disfarçados e encobertos à custa de nós contribuintes. É um absurdo continuar com essa farra de criação de cargos para abrigar cupinchas pagos com os nossos 146 dias de trabalho por ano só para pagar impostos!

    É triste o desespero dos diplomatas de carreira brasileiros ao ver embaixadas loteadas entre políticos despreparados que “precisam” ser acomodados, em cujos “currículos” se registram atos iguais aos de macacos dentro de lojas de cristais, quando não, de aves de rapina isentados por conselhos sem ética. E em quantas áreas do serviço público vêm acontecendo isso? Quantos ministérios superpostos foram e estão sendo criados sem necessidade, com dirigentes apadrinhados atrapalhando uns aos outros?

    É desanimador avaliar o quanto está custando para todos os verdadeiros trabalhadores brasileiros que suam para viver com o que ganham bancar esse lote de acordos espúrios que são feitos nos loteamentos de supérfluas diretorias de estatais e de ministérios de fachada só para botar macacos fisiológicos fora de seus galhos.

    () comentários | Permalink

  2. Atualizado em -

    Os comentários dos namoros

    Alguns acharam que o artigo da semana anterior, que tratava do Dia dos Namorados, tinha um tom machista. Como evoluí bastante desde minha época de macho machista tornando-me um macho condescendente com os direitos e qualidades das fêmeas, permito-me discordar. Porém, verdade seja dita: só dá para classificar uma opinião ou postura se for uma maioria a observar os fatos dentro da realidade que nos cerca. Não adianta torcer a realidade: uma coisa é como devia ser, outra coisa é como é.

    Daí a ter que admitir que as mulheres sabem dirigir bem (automóvel) e andam na direita ou dão o sinal de virar, só se for para adulá-las ou dizer:”Meu bem, você é exceção”. Como dizem os corretores de seguro, o prêmio pago pelo seguro de carro de mulher é mais barato porque elas pouco batem: elas fazem os homens baterem...

    Ao propor a divisão proporcional de despesas entre os casais conforme os respectivos ganhos, em uma relação de casados ou não, dá para notar que se busca um equilíbrio e uma participação justa que não conduza ao que sabemos que acontece com muita gente. Quem não conhece casais em que a própria mulher, para tirar proveito, se coloca na posição de inferior na relação e diz para o companheiro: “Você ganha mais do que eu, donde você sustenta a casa e o que eu ganho é meu”?

    Quanto à escolha de presentes úteis, que vários acharam uma “pobreza”, é bom lembrar que o acesso à internet e ao nosso G1 atinge hoje no país muita mais gente além da nossa elite abastada, tanto que a venda hoje de computadores já ultrapassou a de televisores! Assim, dá para imaginar que para quem ganha pouco, é muito melhor ganhar um cartucho original de impressora (caríssimo, um roubo!) do que rosas ou orquídeas que vão murchar, ou noutro nível, melhor um par de pneus para o carro do que uma jóia supérflua e roubável.

    Outra informação importante quanto ao comportamento da maioria que nos acessa: conforme pesquisa da Fecomércio-SP, no Dia dos Namorados 75% dos paulistanos preferem pagar as suas dívidas ao invés de presentear seus parceiros. E o valor médio dos presentes daqueles que vão gastar ou consumir nesse dia gira no entorno de R$ 56,00, donde a minha lista não estava fora de propósito. Ainda mais: as mulheres são mais ajuizadas, pois se apurou que 72% dos homens estariam dispostos a presentear, contra 54% das mulheres.

    Quanto à provocação dos pára-choques de caminhão, eu só constatei a realidade identificada na frase, visto que grandes problemas surgiram, principalmente para alguns políticos, quando as “ex”, após desfrutarem do “bem-bom” por um bom tempo, botaram a boca no mundo ao perderem a boca. Coisa feia: deviam entregar a maracutaia antes de ela começar!

    Isso não impede a classificação de muitos ex-maridos como sendo muito sem-vergonhas, visto que ao se separarem ignoram as custas dos filhos gerados por eles mesmos, os quais ficam sob a guarda da mãe, e mal contribuem para sua manutenção. E o ex-marido tem que lembrar que leva a vantagem de só pagar, sem precisar cuidar do cotidiano dos filhos, coisa que além do trabalho exige muita dedicação. Enfim, ajoelhou, tem que rezar!

    O triste foi um comentário que especulava que a mulher poderia vir a pular o muro se não fosse “aliciada” com presentes caros, pois pressupõe que as mulheres seriam só interesseiras ou compráveis, numa classificação a mais machista e desrespeitosa de todas. Conforme as citadas pesquisas vê-se que elas são muito ajuizadas e sabem bem aonde aperta o calo.

    Não há nenhum sentido em comprar presentes no Dia dos Namorados usando o limite do cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito e ficar pagando taxas de mais de 10% ao mês para um momento de paz ou fantasia, momento esse artificialmente criado pelas estratégias de marketing que seduzem o consumidor desavisado.

    Para finalizar, uma boa historinha para ver o que é uma mulher poderosa: o então presidente Clinton e sua mulher estavam de férias no Arkansas, abastecendo a sua Cherokee, quando a Hillary comentou: "Bill, não olha agora, mas namorei esse frentista por mais de três anos e quase casei com ele!" O Clinton, mordido, disse: "Pois é, se tivesse casado com ele você teria sido mulher de um frentista..." "Nada disso", respondeu a Hillary, "se eu tivesse casado com ele, ele teria sido Presidente da República!"

    () comentários | Permalink




Formulário de Busca


2000-2007 globo.com Todos os direitos reservados. Política de privacidade