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    Economize como um Big Brother na sua casa

    É sabido que quem ganha um prêmio grande na loteria ou na Mega-sena corre um forte risco de se enrolar na vida, ou conforme o caso, até na morte, visto que não são raros os casos de milionários que são alvo de atentados de entes desconhecidos ou mesmo de parentes convenientes.

    As pessoas sorteadas, baforadas pela sorte, muitas vezes têm sua vida complicada pela incapacidade de gerir toda aquela grana recém-chegada. É diferente de quem está esperando pela vida toda uma herança que um dia pode chegar.

    Nesta semana de ressaca da "casa" que durante três meses prendeu a atenção de muita gente, com um montão de gente caindo de pau no programa, mas ainda assim continuando a assistir, dá para tirar alguma inspiração que ajude a analisar essa situação e a chegar a conclusões antropológicas.

    Às vésperas da final do BBB 6, ano passado, fizemos uma gravação para o Fantástico a fim de saber qual seria o destino de um eventual milhão que entrevistados pela rua afora viessem a ganhar. Constatamos que ninguém tinha muita noção do que fazer e correria um risco muito grande de deixar escorrer tudo pelos dedos, ou melhor, pelos bolsos ou pela bolsa...

    O programa valeu, então, para alertar e dar dicas para que o vencedor daquele cobiçado prêmio mantivesse a cabeça fria e soubesse o que fazer com toda aquela grana. A primeira instrução era para saber enfrentar as enormes demandas da família, destinando uns 10% para serem rateados entre seus entes queridos que mais merecessem e tivessem mais necessidade.

    A partir daí, nada de aventuras. É normal que as pessoas achem que abrir um negócio, tipo restaurante ou cabeleireiro, possa valer a pena e render muito. Pode ser para quem tem experiência no assunto e conhece tudo sobre esses segmentos: a administração experiente é tudo! Olha o perigo: mostram as pesquisas que a cada 100 empresas, de qualquer tamanho, abertas hoje, 90 delas terão encerrado suas atividades dentro dos próximos cinco anos!

    Vide o segmento maior, o nosso país, que se encontra nas mãos de vários neófitos inexperientes e incompetentes, com chefes que não sabem administrar e ignoram a ignorância de seus nomeados, deixando de fazer o que é necessário para o nosso negócio crescer e se desenvolver, desperdiçando as oportunidades existentes. Enquanto isso, o negócio dos outros, num mercado global extremamente favorável, vai muito “mais melhor” que o nosso, que só pode viver de comemorar mudanças contábeis...

    Se a vontade é de empreender, de ganhar mais na saudável atividade produtiva, vale caprichar nas aplicações em ações de empresas nas bolsas de valores, buscando assessoria junto aos departamentos técnicos de corretoras de valores e bancos, os quais estudam os mercados e as oportunidades conforme o perfil do investidor.

    Mas, calma! Recomenda-se seguir aquela máxima conhecida: não colocar todos os ovos na mesma cesta! Deve-se tratar de diversificar as aplicações seguindo as instruções já vistas por aqui em colunas anteriores: está tudo escrito lá, tem que ler.

    Voltando ao BBB 7, vale uma experiência para segurar os consumidores compulsivos e aqueles que não agüentam ficar com a grana no bolso: experimentem ficar confinados por um mês dentro de casa e gastando sua “estalecas” somente para comprar comida e pagar a luz e o condomínio. Confinados, como no programa, sem computador ou internet, sem tevês a cabo, sem telefones fixos ou celulares (!), sem gasolina, álcool ou manutenção no carro em que não vão sair, sem restaurantes, cinemas ou shows, sem compras nos shoppings, sem salão de beleza ou cortes de cabelo...

    Nossa! Iria sobrar muito: serviria para analisar direitinho como há supérfluos em nosso cotidiano e quanto pode ser economizado para um lazer consciente e direcionado para nossa saúde financeira.

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