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Defesas contra ataques bancários
Não deu outra: os comentários de internautas enriqueceram muito o artigo anterior e comprovaram que a atuação dos bancos deixa muito a desejar, liderados pelos coloridos, apelido que gostei bastante. Numa boa colaboração, teve uma dica para se consultar on line quais bancos cobram as tarifas mais baratas. E ainda fomos apresentados aos vermelhos, laranjas, verdes e cinzentos, aliás, nomes bem adequados que sugerem algumas atividades características da burocracia e atraso que emperram o país.
Para o nosso caso, nada mais que fachadas para suas propagandas enganosas completas ou incompletas, quase sempre ao seu lado para lhe enganar encobrindo contratos leoninos que querem fazer parecer que não estamos num banco, mas sim num cartório onde tudo nos é cobrado com muita simpatia.
É o caso de perguntar: por que a concorrência bancária não faz com que exista uma verdadeira ética financeira no relacionamento com os clientes explicando e educando, pesquisando e aplicando as expectativas dos clientes sérios e fiéis? Chega de ética do padrão dos 3 Poderes Constituídos, os quais convivem com laranjas em manobras cinzentas que dão liberdades espraiadas a 171’s e ignoram benesses mensais sem juros.
Recomendo que todos os clientes voltem a usar o antigo e abandonado canhoto dos cheques ou as modernas planilhas eletrônicas para controlar, detalhada e diariamente, seu saldo bancário. Isso porque, mesmo que não tenhamos nossa própria movimentação, a todo instante são debitadas tarifas bancárias e mordidas do governo-goela-grande, criando o risco de ultrapassarmos nossos limites autorizados pelos contratos cheios de armadilhas.
Assim, em muitos desses coloridos, qualquer descuido que ultrapasse esse limite no cheque especial detona um gatilho que cobra uma multa de 2% sobre TODO o limite! Já viu quanto significa isso? Você tem um limite de R$ 5.000,00, dá um cheque de R$ 20,00 e o ultrapassa em R$ 1,00. Pronto: vai pagar R$ 100,00 de multa, mais um montão de juros e tarifa por cheque de baixo valor! Dá para agüentar?
Mas nem tudo está perdido: encontrei um gerente que me contou que, num caso desses chamou o cliente e disse que ia devolver o cheque, que era um daqueles de baixo valor. Iria sair muito mais barato e bastaria ele avisar o credor do que tinha acontecido para reapresentar, pedindo desculpas, já que seu limite era de R$ 25.000,00 e a multa seria de 500 pratas!
Não saiu barato: pagou multa pelo cheque devolvido, pelo cheque de baixo valor e por ter ido à caixa depositar o que iria faltar depois. Ora, pois até para ir até ao caixa, se você for muitas vezes sacar ou depositar, alguns bancos cobram!
Ainda tem muita história: voltarei muitas vezes ao assunto...